quarta-feira, 18 de junho de 2008

Não Matarás (króki film o zabijaniu)
Minha nota: [8,5] -
Por Wendell Borges - 18/06/2008

Comentário (não leia se não tiver assistido ainda):

Este filme polonês do consagrado diretor Krzysztof Kieślowski (1941-1996) discute a pena de morte, o destino e o ato de matar apresentando a história de um jovem chamado Jacek Lazar que mata um taxista de forma cruel e desumana desferindo-lhe vários golpes de pedra na cabeça. Ele é julgado e condenado, nesse interim, acaba fazendo amizade com seu advogado Piotr Balicki (Krzysztof Globisz), um humanista que é contra a pena de morte. Balicki tenta convencer os juízes mas é em vão. A conversa dele com Jacek quando este narra a morte da irmã de 12 anos nos coloca um pensamento que é da própria personagem, se isto não tivesse acontecido tudo seria diferente. Um bom filme, reflexivo e que nos faz pensar sobre todas estas coisas da vida, misteriosas e por vezes absurdas.

Anotação para quem já viu o filme (Wendell - Notes)

1 - Há uma cena em que a personagem de Jacek rola uma pedra de uma ponte quebrando um vidro de um carro. Nesta cena percebemos o teor de maldade pura da personagem. Ele faz um último pedido ao advogado que leve até a mãe dele uma foto da primeira comunhão dela que ele havia mandado ampliar e não teve tempo de entregar.

Krzysztof Kieślowski (Biografia do diretor retirada do site Wikipedia)

Krzysztof Kieślowski (Varsóvia, 27 de junho de 1941 — Varsóvia, 13 de março de 1996) foi um diretor de cinema da Polónia. Estudou cinema na Escola de Teatro e Cinema de Lodz, por onde também passaram os cineastas Roman Polanski e Andrzej Wajda.

A carreira de Kieslowski se divide entre a fase polonesa e a francesa. Depois de concluir a faculdade, o jovem diretor começa a produzir documentários. A vida dos trabalhadores e dos soldados era o foco principal desses filmes. A narrativa dos documentários passa a influenciar os primeiros filmes de ficção do diretor. "A Cicatriz", "Blind Chance" e "Amador" são exemplos desse estilo.

Mais tarde, Krzysztof Kieslowski realizou para a Televisão Polonesa uma série de filmes baseados nos Dez Mandamentos (chamada Decálogo) - um filme por mandamento, todos tratando de conflitos morais. Dois deles foram posteriormente produzidos, transformados em longa-metragens: Não Matarás e Não Amarás. A forma de contar a história muda nesta fase. O diretor passa a usar uma quantidade mínima de diálogos, concentrando-se no poder da imagem e das cores. As palavras são substituídas por uma poesia imagética.

O cineasta aprimora seu estilo ao realizar seus próximos filmes. Os quatro últimos filmes do diretor foram realizados através de uma produção francesa: "A dupla vida de Veronique" (estrelando Irène Jacob) e a Trilogia das Cores (A liberdade é azul, A Igualdade é Branca e A Fraternidade é Vermelha). A trilogia das cores foram filmes os quais deram um maior sucesso comercial ao diretor. São baseados nas cores da bandeira francesa e no slogan da revolução do país. O toque de Kieslowski está na sua representação das palavras liberdade, igualdade e fraternidade e na forma que as cores dão o ambiente psicológico da história. Outro ponto interessante é reparar no cruzamento de elementos em comum entre os três filmes.

Depois do último filme da trilogia o diretor anunciou a sua aposentadoria devido ao fato de estar cansado de fazer cinema. Porém, começa a escrever o roteiro da trilogia "Paraíso, Purgatório e Inferno", baseada na Divina Comédia de Dante Alighieri. Kieslowski morre em 1996, aos 54 anos, sem concluir esses filmes. Em 2002, Tom Twyker filma o roteiro de "Paraíso", idealizado pelo diretor polonês.

Sinopse: Sem motivo aparente, um rapaz mata um taxista e terá de sofrer em processo cruel punição de seus atos.

Ficha Técnica: Não Matarás,króki film o zabijaniu,Polônia,1988,84mins.
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