sábado, 31 de outubro de 2009


Filho único, Hitori musuko,Japão, 1936, 87 min
Direção: Yasujiro Ozu
Roteiro: Yasujiro Ozu

Wendell Borges - Filme visto dia 01/10/2009

Cotação
Valor artístico:
Valor de entretenimento: ½

Comentário: Este é apenas o segundo filme de Ozu (1903-1963) que tenho o prazer de ver, outros virão com certeza, e a cada filme que assisto vou percebendo o porquê de Ozu ser considerado um dos gigantes do cinema mundial. A beleza deste Filho único é de uma simplicidade tão grande que chega a ser angustiante. Além da forma como o diretor filmava, personagens enquadrados na tela, fechados no espaço e o uso da câmera baixa e estática, o drama flui sem histrionices e o filme consegue alcançar uma beleza sublime. Este é o 34º filme do diretor e o primeiro de sua fase sonora.

Sinopse: O filme começa na cidade rural de Shinshu, em 1923. A viúva, Tsune (O-Tsune) Nonomiya (Chouko Iida), trabalha duro em uma fábrica de produção de seda para criaro seu único filho, Ryosuke. Quando o professor de Ryosuke, Ookubo (Chishu Ryu) a convence a deixar seu filho continuar a estudar para além do ensino fundamental, ela reluta por alguns momentos, mas decide apoiar a educação de Ryosuke até a faculdade. Seu filho promete tornar-se um grande homem.

Treze anos depois, em 1936, O-Tsune, agora na casa dos sessenta, visita Ryosuke (Shinichi Himori), que está agora com vinte e oito anos residindo em Tóquio. Ela descobre que seu filho, agora um professor de escola noturna se casou e tem até um filho de um ano de idade. Sua nora Sugiko é simpática e prestativa, mas o trabalho de Ryosuke não compensa muito. Ryosuke e O-Tsune vão visitar o Professor Ookubo, que agora é um pai de quatro filhos e administra um pequeno negócio.




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