domingo, 1 de novembro de 2009

Bang Bang

Bang Bang, Brasil, 1971, 93 min
Direção: Andrea Tonacci
Roteiro: Andrea Tonacci

Wendell Borges - Filme visto dia 01/11/2009

Cotação
Valor artístico:
Valor de entretenimento:

Comentário: Clássico "cult" nacional entre vários cinéfilos, este filme do diretor italiano radicado no Brasil Andrea Tonacci (1944) é uma daquelas obras estranhas e difíceis, feitas no estilo dos filmes de Jean-Luc Godard, narrativa fragmentada e metalinguística com cenas aparentemente desconexas, mas esteticamente bem construídas, diálogos irônicos e cheios de humor, fazendo sátira com os filmes policiais norte-americanos. Um trabalho que faz você rir, pensar e é um deleite em termos de construção cênica, espacial e que consegue envolver o espectador nesta atmosfera absurda, mas cheia de lirismo e crítica social.

Lembrando que o filme foi realizado em 1970, ditadura militar no Brasil e o mundo ainda respirando a nova onda francesa e os efeitos da geração Beat norte-americana. Bang Bang foi o primeiro longa de Tonacci que estreou com o curta Olho por Olho em 1966 e que recentemente em 2006 voltou à ativa após vários anos de ausência com o filme Serras da desordem.

Obs: Destaco a cena do taxista, hilariante, e a conversa do personagem de Paulo César Pereio com a personagem da atriz Jura Otero.




Sinopse [Fonte: Dicionário de Filmes Brasileiros de Antôno Leão da Silva Neto] Um homem (Paulo César Pereio), envolvido em várias situações que não consegue controlar, serve de fio condutor para a ação que se desenrola em torno de uma quadrilha maluca, composta de um bandido cego, surdo e mudo (Ezequiel Marques), cuja pistola dispara a esmo, outro bandido narcisista e um terceiro que é a mãe de todos e come o tempo todo, papel de Abrahão Farc.



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