segunda-feira, 19 de dezembro de 2011


O Cavalo de Turim
de Béla Tarr e Ágnes Hranitzky, A Torinói Ló, Hungria, 2011, 146 min

Filme visto dia: 19/12/2011

Minha Cotação:


“Em Turim, em 3 de janeiro de 1889, Friedrich Nietzsche sai do imóvel da Via Carlo Albert, número 6. Não muito longe dali, o condutor de uma carruagem de aluguel está tendo problemas com um cavalo teimoso. O cavalo se recusa a sair do lugar, o que faz com o que o condutor, apressado, perca a paciência e comece a chicoteá-lo. Nietzsche aparece no meio da multidão e põe fim à cena brutal, abraçando o pescoço do animal, em prantos. De volta à sua casa, Nietzsche então permanece imóvel e em silêncio durante dois dias estendido em um sofá, até que pronuncia as definitivas palavras finais: “Mãe, eu sou um idiota”. E vive por mais dez anos, mudo e demente, sendo cuidado por sua mãe e suas irmãs. Não se sabe que fim levou o cavalo”.


Comentário: Como sou apreciador de obras minimalistas e tenho muita paciência com filmes de planos longos e a quase total ausência de diálogos, vide Tsai Ming-liang e Andrei Tarkovsky, dois diretores que aprecio muito, acompanhar este O Cavalo de Túrim do Húngaro Béla Tarr foi um deleite. A trilha sonora minimalista que dá início ao filme e o barulho do vento ao longo da projeção incomodam, perturbam e ajudam o espectador a imergir naquele clima pesado, claustrofóbico e dramático que narram a dura vida de três personagens, um velho chamado Ohldsdorfer, sua filha, e do cavalo que anuncia a morte desde que se recusa a cavalgar remetendo à vida do filósofo Friedrich Nietzsche que desde o dia em que abraçou o cavalo que fora chicoteado, passou dez anos sem pronunciar uma palavra sequer. Um filme para cinéfilos.



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