segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Mal dos Trópicos
de Apichatpong Weerasethakul, Sud Pralad, Tailândia, 2004, 125 min

Filme visto dia: 16/01/2012

Minha Cotação:


Comentário: Desde que comecei a ver e apreciar as obras de "Joe", apelido pelo qual o cineasta taiwanês Apichatpong Weerasethakul é conhecido no meio da crítica cinematográfica, comecei também a ler e buscar outras leituras de sua obra, leituras estas que eu não seria e nem teria conhecimento capaz de desvelar à primeira vista, e foi lendo e revendo os filmes que eu fui capaz de admirar melhor a estética deste grande cineasta contemporâneo. Neste Mal dos Trópicos Apichatpong narra duas tramas aparentemente díspares, mas com uma forte ligação. Na primeira parte acompanhamos a relação entre o soldado Keng (Banlop Lomnoi) e o camponês Tong (Sakda Kaewbuadee), relação esta que o diretor irá usar para trabalhar diversos símbolos imagéticos com referências às mudanças culturais tailandesas, mostrando que apesar da invasão da tecnologia e da globalização, a tailândia continua preservando suas lendas e suas características culturais.

É na segunda parte que o diretor narra uma fábula e aí o filme se transforma em uma fantasia, os personagens Keng e Tong voltam a se encontrar na floresta, Tong é agora uma espécie de xamã
capaz de se transformar em diversas criaturas, este xamã de acordo com a lenda mora na floresta e prega peças nos moradores das vilas. Uma vaca e um morador desaparecem e o soldado Keng é enviado até a floresta para caçar a criatura. Neste trecho não é citado se os personagens são os mesmos da primeira parte, mas a lambida de Tong em Keng no final da primeira parte dá uma pista de que os personagens são os mesmos da segunda parte. Um cinema diferente do convencional, do ocidental, com belas imagens, e uma narrativa simples, mas repleta de símbolos que quando bem observados revelam a faceta de um cinema pós-moderno.


Obs: Veja os comentários de todos os filmes de Apichatpong já comentados neste blogue.


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