sábado, 31 de maio de 2014

Malévola


Malévola
Direção: Robert Stromberg, Maleficent, EUA, 2014

Minha nota: 7,0

Malévola, o amor puro e a caverna de Platão

Uma rápida reflexão filosófica sobre o amor em Malévola. Só leia se já tiver visto o longa.


   A disney de forma subliminar vai construindo e reforçando nas novas gerações que o amor puro e verdadeiro pode ser apenas uma ideia quase inatingível. É com este Malévola que o mal, a dor, o sentimento de vingança, pode transformar-se em amor puro, enquanto o amor entre os homens, continua mesmo com a utopia de uma força social criada para reduzir o caos social. Reparem que ao final da trama a personagem Aurora é beijada pelo aparente príncipe encantado, que poderia ser seu amor verdadeiro, mas ela acaba sendo despertada pela personagem que é um misto de vilã e heroína, a própria Malévola que lhe colocara a maldição, e que sendo uma fada, está no mundo das idéias, no mundo imaginário. 
   Esta reflexão obviamente é uma interpretação pessoal e com certeza existem contra-argumentos à esta minha reflexão, mas acredito que aos olhos de uma visão filosófica da narrativa, fica bem claro no início tratar-se de dois mundos, um imaginário cheio de seres mágicos e que vivem de forma cordial e o mundo dos humanos cheio de ganância e cobiça. Sendo o beijo de um amor verdadeiro a solução para a maldição, e logicamente sendo esta maldição quebrada pelo ser do mundo imaginário, ignorando o beijo do príncipe, paira no ar uma ideia subliminar de que o amor é tão somente uma construção social e quase utópica, que parece só existir em um mundo das ideias platônicas.



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