segunda-feira, 6 de abril de 2015

Cinderela



Cinderela
Direção: Kenneth Branagh, EUA, 2015


Antes de realizar este breve comentário sobre um dos mais populares contos de fada da humanidade, li o texto "Cinderela" do livro "A Psicanálise dos Contos de fadas" de Bruno Bettelheim, um livro já clássico sobre a abordagem psicanalítica dos mais famosos contos de fadas do mundo ocidental. Esta versão do diretor Kenneth Branagh - famoso por suas adaptações de Shakespeare para o cinema - é elegante e tem um elenco com um carisma incrível, e a presença cênica extremamente forte da atriz Cate Blanchett abrilhanta ainda mais o colorido vertiginoso do figurino, cada vez que ela surge com seus olhares e trejeitos maldosos. O enredo desta versão de Cinderela permanece no modelo clássico do conto escrito por Charles Perrault (1628-1703), que de acordo com as pesquisas de Bruno Bettelheim no livro acima citado, Cinderela tem registros que remontam à China no século IX d.C. Há portanto várias versões do conto em vários países do mundo, e esta versão de Charles Perrault é digamos, a versão mais clássica, a mesma usada no longa de animação da Disney realizada em 1950, com algumas pequenas alterações. 

Falando do longa em termos psicanalíticos, além de trabalhar com a ideia da rivalidade entre os irmãos, o longa segue a fórmula da edipianização da menina, primeiro a mãe morre, ela que é o primeiro objeto sexual fálico da menina, depois ela começa o processo de sexualização do pai, até que ele também morre e Cinderela fica então livre para seguir a batalha da vida para se tornar mulher e conquistar o amor de um homem. Há também a clássica cena do sapatinho, que quando colocado no pé da futura princesa, representa sua entrada no mundo sexual, e nesta versão é o príncipe quem coloca o sapatinho, representando a entrada do pênis na vagina da jovem e meiga Cinderela. Há outros símbolos no filme, que retratarei em uma futura reformulação deste texto, então aconselho a quem está lendo vez ou outra buscar novamente esta postagem para conferir as novas inserções no texto. Um abraço aos leitores do blogue.




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