segunda-feira, 27 de julho de 2015

Starry Eyes



Starry Eyes, EUA, 2014
Diretores:  Kevin Kolsch, Dennis Widmyer
Roteiro:  Kevin Kolsch ( Kevin Kölsch) , Dennis Widmyer
Elenco:  Alex Essoe, Amanda Fuller, Noah Segan 

Por Wendell Borges

O corpo vibrátil (primeiras impressões)
O filme consegue trabalhar bem os clichês dos filmes de seitas satânicas envolvendo pessoas dispostas a fazer qualquer coisa para obter fama. Demorou algum tempo para que meu corpo/mente entrasse no clima sombrio e da atmosfera criada pela mise-en-scène, mas isto ocorreu em alguns momentos e com uma intensidade mediana, fato este graças à excelente atuação e entrega da atriz principal, a árabe-saudita Alex Essoe.

Formação/construção do desejo
Jogando com os desejos da personagem, que mesmo disposta a tudo para vencer como atriz, a narrativa nos mostra que ela vai cedendo aos poucos às intensidades malévolas dos membros da seita satânica com a qual ela se envolve. Há um certo tempo para preparação de seu corpo, ao assentamento do mal, momentos em que ela parece não estar ainda preparada para romper com os preceitos morais da sociedade cristã, não quer vender seu corpo, mas há o momento da decisão, no qual ela rende-se ao mal pela ganância do prestígio, seu corpo não quer ser igual ao de outras milhares de garotas, ela dá lugar ao monstro interior, este sim disposto a qualquer sacrifício.

Plano de consistência e territorialização
Após estabelecer seus parâmetros e intensificar sua atmosfera, o filme chega a um clímax extremo, com cenas brutais de violência e que irão satisfazer os anseios mórbidos dos fãs mais ardorosos do horror, daquele tipo que prima pela descarga catártica da animalidade e da barbárie humana.




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