quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Alain Bergala / Professor e Crítico de Cinema Francês


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"Se o encontro com o cinema como arte não ocorrer na escola, há muitas crianças para as quais ele corre o risco de não ocorrer em lugar nenhum".     (Alain Bergala)

"Rodar um plano é colocar-se no coração do ato cinematográfico, descobrir que toda a potência do cinema está no ato bruto de captar um minuto do mundo; é compreender, sobretudo que o mundo sempre nos surpreende, jamais corresponde completamente ao que esperamos ou prevemos, que ele tem frequentemente mais imaginação do que aquele que filma [...] O ato aparentemente minúsculo de rodar um plano envolve não só a maravilhosa humildade que foi a dos irmãos Lumière, mas também a sacralidade que uma criança ou adolescente empresta a uma primeira vez levada a sério, tomada como uma experiência inaugural decisiva”.    (Alain Bergala)

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Vagando pela web pesquisando sobre as relações do cinema com a educação deparo-me com esta bela reflexão postada logo acima, atribuída ao crítico e professor de cinema, Alain Bergala. Vale a pena também ler esta entrevista realizada para o portal Dia a Dia Educação postado na página Cinemaseed. O vídeo da entrevista pode ser baixado aqui.

Veja a resposta para a primeira pergunta respondida por Bergala.

1) Considerando sua experiência com cinema e educação, como o senhor pensa que deve ser o início do trabalho com o audiovisual na escola? 

Bom, eu penso que é preciso dizer aos educadores, aos professores, primeiramente, que é muito tranquilo fazer cinema com os alunos. Mas, o professor deve ser obstinado e gostar de cinema, ver muitos filmes.

Educadores de uma localidade, por exemplo, resolvem criar um projeto para trabalhar o cinema na escola, com uma das turmas nas quais atuam. Devem pensar que, depois desse começo, é essencial observar a importância de se organizar uma rede, começar a programar o projeto, e realizá-lo por, pelo menos, um ano, incluindo outras turmas da escola. [Leia a entrevista completa aqui]




Observação: Para quem leu a entrevista trago algumas informações sobre a brasileira Ana Dillon, citada durante a entrevista sobre um projeto chamado Imagens em Movimento realizado no Rio de Janeiro que teve inspiração no projeto de Alain Bergala.

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